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Sinais, vincos, marcas e cicatrizes

O fluxo: fotografia impressa no papel, seguida de dobras, entintada e depois desdobrada.


sem título. Impressão jato de tinta em papel Canson e spray
sem título. Impressão jato de tinta em papel Canson e spray

Esse trabalho se constrói no campo do olhar, mas não se entrega a ele. Insiste na promessa de ver, enquanto recusa a imagem. Entre dobras, apagamentos e vestígios, a superfície guarda o que não se deixa organizar: gesto, pressão, tempo.


No campo do erotismo em que me debruço, não há exposição explícita — há retenção, a frustração do desejo, o que aparece nunca se confirma. Não se trata de mostrar um corpo, mas de sustentar aquilo que nele permanece: o que marca, o que insiste, o que não se apaga.

A série agora segue em fotografias em dobras diversas, desdobrando novos ritmos e formatos na matéria do papel. Este é mais um desmembramento do projeto Eu, você voyeur.


Em resumo:

  • O sinal anuncia.

  • O vinco molda.

  • A marca identifica.

  • A cicatriz testemunha.


A obra que abre este texto foi exposta no EventoObra, realizado pelo coletivo Cuscuz em parceria com o ateliê naUapi, em São Paulo, em 2025. Novos desdobramentos desta série estão participando de outras ações e exposições.


Conto mais detalhes em breve. Acompanhe por aqui.

 
 
 

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