QUESTÃO DE GOSTO - ENTREVISTA PARTE II


Conheça um pouco do processo de criação, planos e mais!


Que tipo de arte faz? Faço fotografias e produzo imagens a partir de colagens de foto digital e analógica, chamo de foto esculturas porque a imagem salta do papel com profundidade e relevo.


O que mais gosta na Arte? Sair do óbvio, pensar na contramão do senso comum, ser diferente. O mais importante na arte para mim é a liberdade para surtar nas ideias e o meu ateliê é um território livre para isso.


Quais seus trabalhos mais recentes? Nossa, produzindo são muitos (rsrsrsr). O mais recente em desenvolvimento é um conto fotográfico baseado na fábula Alice no País das Maravilhas. A cabeça não para e estou sempre testando, mas posso dizer que algo que estou maturando é a continuação de Cidades Imaginárias também em forma de lambe-lambe. Vou postando sempre uma pista do que estou fazendo no Instagram@alinecavalcantesilva


Como se desenvolve seu processo? A dinâmica da minha criação começa em situações do cotidiano e nas minhas emoções. Depois paro para executar; produzir, imprimir, cortar e ajustar a montagem porque ela transforma e a obra cria pontos novos à medida que vou fazendo, por isso às vezes não sai como imaginei, mas fico feliz com a surpresa do resultado. As fotografias que faço refletem um pouco disso (o caos do pensamento) e o processo muitas vezes é orgânico, pois o que visualizo já me traz referência ao mesmo tempo de um algum lugar, livro, filme ou outros artistas. A partir daí começo a pesquisa teórica, testes e produção da obra. É engraçado, mas guardo o trabalho por um tempo como se tivesse em gestação dele para só depois colocar alguma informação no blog, no perfil no Instagram ou no canal no Youtube. Esse é o processo.


E suas técnicas, tem habilidade com certas ferramentas e materiais? Gosto de trabalho manual com papel, da energia que você deixa na coisa palpável e comecei na fotografia ainda analógica porque na época da faculdade a fotografia digital era algo novo e muito caro. Segui na linha do laboratório, preferia revelar o filme porque estimulava minha imaginação e uma coisa foi levando a outra. Mas sempre buscava algo novo e diferente que a imagem plana. Meu trabalho é com fotografia e uso a colagem como uma forma de dar mais potencia a ela. O jeito como faço é diferente porque não é apenas a colagem por si; coloco camadas, dou profundidade, rearrumo e tiro a fotografia do papel literalmente.


Que tipo de conhecimento vem com seu trabalho? Novos processos, novas metodologias, novos artistas, novos trabalhos. Parece um círculo, mas assim gira o que faço. Da curiosidade, passando pelo teste indo para o estudo finalizando na imagem. E assim acredito que posso mais e mais e volto a me testar, buscar materiais, nos suportes etc. Acredito que o que faço está muito ligado ao fazer, minhas pesquisas são muito baseadas em produção, a partir daí vejo se tem gente fazendo algo parecido, busco bibliografia para ter repertório e sigo. O tema é muito individual porque trato de questões muito pesssoais, daí minha arte toca quem se identifica minimamente por algo contido nelas.


E seus planos futuros? Muitos! (rsrsrsrsrs), mas a curto prazo (ou seja, no próximo ano) planejo fazer exposições e mostras de trabalhos que produzi e que já participaram de exposições e outras atividades e também quero realizar oficinas e cursos porque aprendo muito com essa interação.


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