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Construções Identitárias do Coletivo Cuscuz


"...cada artista criará um personagem imaginário, e a obra apresentada consistirá na representação visual deste personagem - um retrato - acompanhada de uma biografia inventada...[Nesta proposta, o retrato será entendido como instrumento de fabulação e comentário...um campo simbólico em que condensam memória, desejo, política e delírio]"


Dona, 2025, grafite sobre papel Canson. Obra original.
Dona, 2025, grafite sobre papel Canson. Obra original.

Assim surgiu Dona, uma obra em que a personagem é o arquétipo da Mulher Selvagem ou Autônoma. A mente descrita não opera sob a lógica da renúncia ou do cuidado alheio (papéis tradicionais), mas sob a lógica da satisfação pessoal. O texto em contraposição com a o desenho funciona como um manifesto de liberdade emocional, onde a "moça recatada" dá lugar a uma consciência que entende o prazer como um direito fundamental e uma ferramenta de exploração do mundo.


O desenho é um esboço da obra original que participa da 3ª edição da exposição Hotel 689 e acontece de 9 a 17 de maio, na Lud Potrich Art Gallery, em Goiânia, GO. A mostra tem curadoria de Fernando Matos e as obras apresentadas fazem parte do Coletivo Cuscuz, sob orientação e curadoria de Suyan Mattos.


Segue aqui o texto que faz parte da obra:


Texto de Aline Cavalcante, obra Dona, 2025, desenho em papel mágico
Texto de Aline Cavalcante, obra Dona, 2025, desenho em papel mágico

 
 
 

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